quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Roteiro

Por Equipa do DTS


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O pássado dia 4 de Agosto, o DTS (Desperta do teu sono) organizou um roteiro pelas terras querquernas. Visitamos o Mosterio de Cela Nova e falamos de São Rosendo assim como a pequena capela, talvez mal denominada de moçárabe de São Miguel onde visualizamos uma herança artística derivada em linha direta da arte céltica e megalítica.
Posteriormente fomos ao Castro de Koeliobriga, mas conhecido por Castro Mau onde lembramos a origem do nosso passado étnico. Fomos a Bande, onde comimos, mais concretamente no Alto de Vieiro, lugar onde está um pequeno parque das merendas com uma fonte natural saída do meio duma velha árvore morta.
Nesse Concelho visitamos Santa Comba de Bande, discutida obra monumental cuja origem visigoda tem muita contestação por visualizarmos um passado mais antigo...talvez suevo...mas igualmente  poderiamos ubicá-la no final do Império Romano, nas primeiras épocas do cristianismo galaico.
No mesmo Bande chegamos a Aquis Querquernis, acampamento romano que nos indicava o lugar onde as tropas galaicas treinavam para servir ao Império e lugar ubicado na mesma linha de trânsito da Via Romana XVIII. Ali mesmo, um Centro de Interpretação criado há poucos anos nos deu conhecimento de como se construiu a dita Via e mesmo o acampamento.
Deixamos Bande para irmos a Lóvios onde topamos com a Vila Romana de Aquis Originis. Pousada situada igualmente na mesma linha de trânsito da Via Romana XVIII que unia em tempos as cidades galaicas de Braga (Brácara Augusta...ou melhor Lana Brakara) com Astúrica Augusta (ou Lana Asturika) hoje conhecida com o nome de Astorga. Nessa Vila pudemos visualizar os engenhos que naquela altura eram capazes de construir antigos arquitetos já perdidos na memória e na noite dos tempos.
Seguimos a Via Romana até o lugar dos Miliários pouco antes da fronteira da Mata da Albergaria onde uma floresta de beleza sem igual nos dava ideia de como era a Galiza anterior ao desastre ecológico exercido pelo ser humano durante o século passado. Ao final, a Vila atualmente portuguesa do Gerês. Ali assentamos, descansamos, acabamos e desfrutamos. O próximo será um roteiro bracarense que temos no horizonte. Contaremos-vos a nova aventura.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O cômputo das Têmporas.

Por José Manuel Barbosa  
Carxs, vamos fazer um pequeno experimento, ainda que só seja por curiosidade. Vamos levar cômputo das têmporas.
Que são as têmporas?
É uma fórmula ancestral do Norte da Península Hespérica -portanto presumivelmente céltico- de conhecimento da climatologia baseando-se em datas determinadas. O tempo climatológico calcula-se por meses e estes vêm dados por três dias da estação anterior à que se calcula. Esses dias sempre se correspondem com o primeiro mês da estação a computar, determinado pela quarta, o segundo mês, determinado pela sexta, e o terceiro mês, determinado pelo sábado.

Que dias concretos são esses?
Para a primavera calculam-se a segunda semana de Quaresma. Quer dizer, a segunda semana depois da quarta-feira de cinza.
Para o verão calcula-se a segunda semana depois do Pentecoste.
Para o outono a semana seguinte à exaltação da Santa Cruz que é o dia 14 de setembro.
Para o inverno, calcula-se a semana seguinte à Santa Luzia que é o 13 de dezembro.
O facto de ter referências cristãs só é pela assimilação do cristianismo de datas anteriores. Quais eram estas não sabemos, mas calculamos que podem vir do neolítico que era quando os new age da época, quer dizer, os que mudaram de sistema político-económico de caçador-coletor para o novo baseado na agricultura, no sedentarismo e no conhecimento do cômputo temporal e climático para melhor controlar os cultivos e as colheitas. Essas datas poderiam ter a ver com fenómenos cósmicos ou astronómicos desconhecidos totalmente para os cientistas de hoje, quer os historiadores quer os astrónomos ou meteorologistas. O desconhecimento destas cousas não significa que não sejam reais. Simplesmente não são científicos mas a ciência habitualmente tem uns limites para além dos quais há realidade. Assim o que antes não era científico, hoje sim é...e consequentemente o que hoje não é, amanhã pode ser.
Proponho um simples experimento. Façamos todos e todas em conjunto a comprovação que nos pode dizer se isso é certo ou não. Vamos controlar que tipo de clima faz os dias que indicados e depois comprovemos se os meses correspondentes obedecem a essa pauta.
Comecemos:
Os primeiros dias a calcular são aqueles que nos indiquem como vão ser os meses de outono, e esses dias se correspondem com a quarta-feira, a sexta-feira e o sábado da semana seguinte à celebração católica da exaltação da Santa Cruz -14 de setembro-, quer dizer, os dias 19, 21 e 22 de setembro. Temos que comprovar se esse dia faz sol ou nuvens, se chove, se faz calor ou faz frio, se o vento é do sul ou do norte....Isso poderemos vê-lo “in situ” simplesmente com sairmos à rua, ou bem assegurarmos a informação entrando em qualquer web sobre metereologia que nos informe sobre o clima da cidade desde a que observemos. Evidentemente o clima não vai ser igual em Ourense, onde eu escrevo, em Faro do Algarve ou em Santos do Brasil). 
Observaremos primeiro a climatologia do dia 19 de setembro que se vai corresponder com a climatologia do primeiro mês do outono, quer dizer, do 22 de setembro até o 22 de Outubro.
Depois, observaremos o dia 21 de setembro que se vai corresponder com o segundo mês do outono, do 22 de Outubro ao 21-22 de novembro aproximadamente.
Finalmente observaremos o sábado dia 22 de setembro que se corresponde com o terceiro mês do outono, do 21-22 de novembro até o 21 de dezembro, data do solstício de inverno.

As têmporas do inverno correspondem-se com os dias 19, 21 e 22 de dezembro.
As têmporas da primavera são os dias 19, 21 e 22 de fevereiro...já de 2013
e as têmporas do verão são os dias 22, 24 e 25 de maio também de 2013
Será igual com a mudança climântica? Tem algo a ver com o dia da marmóta, celebração de origem irlandês? Eu não sei. Nem sei se funciona, mas por comprovar...
Admitem-se comentários de todo tipo.


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